sábado, 15 de março de 2008

Só Hoje...



Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal...

Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
Que te faça rir

Hoje eu preciso te abraçar...
Sentir teu cheiro de roupa limpa...
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz!

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

Composição: Fernanda Mello e Rogério Flausino

Canalha na área

Paty trabalha em uma loja. Tem um filho. Faz faculdade à noite. Vida bem corrida.

Às vezes, Roberto aparece na loja, eles conversam, mas apesar de serem solteiros, nunca houve envolvimento.

Roberto precisa viajar. Foi transferido à trabalho para o Rio de Janeiro. Passou na loja e se despediu de Paty, que desejou boa sorte e disse que eles continuariam mantendo contato, sempre que possível, pela internet.

E assim foi. Paty e Roberto começaram a se falar através da internet. No início, sem muita freqüencia, já que os encontros(virtuais) entre os dois eram raros. Nem tinham muito o que conversar, já que, quando Roberto ainda morava aqui, o contato entre eles também era um pouco superficial.
Não demorou muito para que as conversas no msn ficassem mais interessantes. Roberto gostava muito de conversar com Paty, que apesar da falta de tempo, sempre arranjava um horário pra saber das novidades.

A internet já não era suficiente. Os dois começaram a se falar pelo telefone também. Troca de mensagens, ligações no meio do expediente, na hora da aula, e Roberto foi se tornando cada vez mais presente no dia-a-dia corrido de Paty.

O tempo reservado para a saída com os amigos foi ficando escasso, já que ela preferia ficar em casa, na internet, conversando com Roberto, que ela já nem sabia mais se era só o seu amigo agora. O filho, que já sentia falta da mãe por causa do trabalho e da faculdade, só ouvia falar de Roberto, e começou a sentir mais falta ainda das coisas que faziam juntos, sempre que sobrava tempo.

Paty deixou mesmo de sair à noite, depois da faculdade, com os amigos. Fim de semana, dedicado a Roberto, que já era seu namorado - virtual - mas namorado.

Os dois se falavam o dia todo e ele só fazia planos de reencontrar Paty. Ela iria pra o Rio, conhecer a cidade e a família dele, mas antes disso, ele voltaria aqui e conheceria a família dela, inclusive o filho, que nunca tinha sido apresentado a nenhum namorado da mãe. Paty preferia não envolver a criança. Sempre foi assim, até ela conhecer Roberto.

Roberto era diferente. Todos os homens que ela tinha conhecido e se envolvido antes dele eram imaturos, não queriam saber de relacionamento sério, mentiam muito e sempre sumiam depois de uns dias... principalmente quando sabiam que ela tinha um filho. Normal, ela já estava se acostumando.

Então, apareceu esse homem perfeito, gentil, atencioso, lindo e disposto a construir uma história de vida com ela. Ah, era o sonho de Paty se tornando realidade!

O tempo foi passando e a história dos dois ficava cada dia mais séria. Paty, super apaixonada e Roberto, cheio de promessas de amor. Os dois contavam os dias pra esse encontro, que marcaria definitavamente a vida do casal.

Carnaval - Paty abriu mão - não queria sair com as amigas, já que Roberto iria ficar chateado(ele não gostava muito quando ela saia com as amigas). Preferiu ficar em casa, namorando pela internet, afinal, faltava tão pouco tempo pra ele chegar, que valia à pena. O que é um carnaval diante do grande amor da sua vida?

Um ano se passou até que Roberto conseguisse finalmente uma semana de folga e pudesse viajar. Paty estava de férias da faculdade, mas não do trabalho. Mas tudo daria certo. Pra começar, Roberto perdeu a passagem. Loucura total. Foi ao aeroporto e acabou perdendo também o vôo. Trocou o bilhete e chegou em Salvador quase 10 horas depois do previsto. Mas chegou.

Paty, que estava no aerporto à espera do seu amado, já não se continha de preocupação pelo atraso e de felicidade pela chegada dele. É impossível descrever a alegria que essa mulher sentiu ao ver, depois de um ano de namoro virtual, o homem da sua vida. Ela estava tão feliz, que não conseguia pensar em mais nada.

Roberto reservou um hotel e Paty ficou com ele durante uma semana. Todos os dias ele ia com ela ao trabalho (levar e buscar) e o tempo que os dois tinham era pra matar a saudade que a distância tinha ajudado a acumular.

Paty, que passou uma semana fora de casa com o namorado, levou a família a um restaurante para que todos pudessem se conhecer. Roberto não conheceu ninguém enquanto morava aqui.

A mãe ficou encantada com futuro "genro", já que ele falava em casamento (com Paty, não com a família dela), melhor dar nome aos bois! O filho de Paty adorou o "tio" e a relação dos dois foi de muita empatia, mesmo. Dava pra sentir que Roberto tinha gostado do menino.

Depois do almoço e das apresentações, os dois viajaram no fim de semana. Foram pra uma pousada em Jacuípe. Paraíso. Fim de semana de sonho. Estão liberadas pra imaginar tudo que aconteceu de lindo entre os dois. Finalmente, Paty encontrou a felicidade que já nem acreditava que pudesse existir. Mas ela existia, sim e tinha nome e endereço - Roberto, Rio de Janeiro.

Quando casassem, ela iria morar com ele na cidade maravilhosa. Levaria o filho, até porque ele fazia questão de cuidar do menino.
Chegou o dia da despedida. Muito choro, dos dois. Muitas promessas de reencontro. Ela seria a próxima a viajar e a conhecer a família do namorado. Ficaram no aeroporto pedindo a Deus que o tempo não passasse e que não chegasse a hora da separação.

Roberto foi embora, com lágrimas nos olhos e Paty ficou, triste e feliz(isso acontece algumas vezes!)

"Estranho, Roberto não entrou ainda no msn. Mas ele disse que logo que chegasse viria falar comigo, pra me contar sobre a viagem. Vou deixar um recado no orkut, dizendo que já estou morrendo de saudades."

E Roberto não entrou no msn. Nem respondeu o recado no orkut.

"Mais estranho ainda, deve ser algum problema com a internet. Ela nunca funciona quando a gente mais precisa. Vou ligar pra saber como ele dormiu ontem e se ele já viu o recado no orkut."

Roberto não atendeu o celular. E não retornou as ligações feitas por ela, como ele sempre fazia.
2, 3 dias... Nenhuma notícia de Roberto. Paty, que não parava de pensar no que poderia estar acontecendo, começou a sentir medo. Aquele não era o Roberto que ela namorava, sempre tão atencioso, jamais deixava de retornar uma ligação dela, responder um recado, uma mensagem.

O desespero tomou conta de Patrícia. Ela ligava e ele nunca atendia. As mensagens que ela deixava no orkut começaram a ser apagadas, todas sem resposta. No msn, ele não aparecia mais e ela já não tinha mais o que fazer.

Ligou pra casa dele e conversou com a "sogra", que a tratou friamente, tão diferente de antes. A mãe de Roberto adorava conversar com ela, saber sobre a Bahia, sobre como estava o tempo... E outras coisas mais importantes. Não parecia a mesma, essa mulher, mãe do seu amor.
Ela não deu maior satisfação e teve que desligar o telefone, pois tinha algumas coisas para fazer. Ah, não. Roberto não estaria em casa mais tarde. Ela foi taxativa.

Diante dessa dúvida que corroía as esperanças de Paty, era preciso falar com ele. Saber o que houve. Como é possível, depois de uma semana maravilhosa, de tantas promessas, tantas entregas... Ele sumir assim.

Roberto atendeu ao último telefonema de Paty. Disse que tinha mudado de emprego e que o tempo era pouco agora para internet, telefone. Ela precisava entender. Ela tentou.

Uma semana desde a última vez que ela ligou e Roberto continuava sem tempo. O fuxiqueiro do orkut avisou que ele tinha saído com os amigos no fim de semana, mas pra ela, o tempo dele não existia.

Não suportando, Paty escreveu a ele dizendo que não sabia o que tinha acontecido, mas que era melhor acabar com essa história, esse conto de fadas.

Ele não respondeu. Não ligou. Não procurou. E como diz o ditado: "Quem cala, consente." E Roberto consentiu o fim, que ele mesmo causou.

terça-feira, 11 de março de 2008

Cada um assume as suas escolhas


Dia difícil para Marisa e suas duas amigas, Lúcia e Sandra. Marisa, grávida de 3 meses, decidiu fazer um aborto. Abandonada pelo namorado, foi em companhia das amigas à clínica e depois de esperar a tarde inteira, fez o que queria. Marisa saiu da clínica às 7:00 da noite.

Era São João quando Marisa e Léo se conheceram. Ficaram e começaram a namorar. Ela estava encantada com o jeito que ele a tratava. Não foi difícil se envolver. Apesar disso, começou a desconfiar que havia uma outra pessoa na história. E havia mesmo, Karen. Léo teve uma relação com ela antes de conhecer Marisa, mas parece que a situação não estava totalmente resolvida.

Mas Léo não só ficava com Karen como com outras meninas. Marisa desconfiava do comportamento dele, mas apesar de tudo, começou a tomar pílula e abriu mão da camisinha.

A família de Léo não via Marisa com bons olhos, mas mesmo assim, tentou alertá-la de que ele não era fiel. Apaixonada, Marisa não acreditava em ninguém.

Não demorou muito para que Léo mudasse o seu jeito de tratar Marisa. Começou a ser grosseiro, impaciente e chegou a expulsá-la da casa dele várias vezes, mas ela sempre chorava e implorava para que ele não acabasse o namoro. Desse jeito, a relação continuava.

A perseguição da família de Léo era tamanha, que um dia, a irmã dele disse a Marisa que ela era feia, mal vestida e tinha o cabelo mal tratado. Foi o motivo pra que ela saísse de lá e fosse ao salão fazer uma escova progressiva e gastasse 900,00 reais em roupas no shopping. Surtou.

O descaso de Léo só aumentava. No São João do ano seguinte ao que eles se conheceram, ele levou Marisa à sua cidade, ou melhor, à sua fazenda. Na noite da festa, ele foi com os amigos curtir o São João e deixou Marisa na fazenda, sozinha. Brigaram muito depois disso, mas fizeram as pazes depois.

A desconfiança de Marisa sobre as traições do namorado só aumentava e um dia, a irmã de Léo contou (sem querer...!) que ele iria à noite para a casa de Karen.

Marisa resolveu esperar e seguir o namorado. Era verdade. Léo estacionou o carro na porta do prédio e subiu. Já descontrolada, ela resolveu esperar. Não demorou muito e Léo desceu com Karen. Marisa correu desesperada e avançou na mulher, mas Léo a defendeu. Não suportando mais tanto desprezo, Marisa se jogou na frente do carro do namorado, que indiferente ligou o carro e deu partida, jogando Marisa n chão, machucada e humilhada.

Era o fim desse namoro que só trouxe sofrimento a Marisa. Pelo menos, deveria ser. Um dia depois ela foi à casa dele, que a chamou de louca, dizendo que nunca houve nada entre ele e Karen e os dois acabaram reatando o namoro.

As amigas insistiam para que Marisa terminasse essa relação doentia. Ela prometia que seria o fim, mas sempre voltava atrás.

Durante 02 anos, ela viveu esse tormento. Mesmo sabendo que ele só lhe fazia mal, não conseguia dar um fim nisso.

Foi quando ela descobriu que estava grávida. Léo prometeu cuidar de tudo - levaria a uma clínica para fazer o aborto e daria toda a assistência. Mais uma mentira.

Marisa só pode contar com as amigas, Lúcia e Sandra, que tiveram que emprestar dinheiro para o procedimento, já que Léo a abandonou mais uma vez.

As amigas tentaram fazer Marisa desistir de tirar o filho, mas ela estava irredutível. Não queria um vínculo eterno com Léo. Veria no filho todo sofrimento que passou e não suportaria.

Esse motivo poderia ter dado fim ao namoro, mas mesmo depois do aborto do feto com quase 4 meses, Marisa procurou Léo. E como das outras vezes, eles voltaram.

Dias depois do ocorrido, Marisa sofreu uma infecção. Foi levada com urgência a uma maternidade pelas amigas, já que Léo negou-se a prestar socorro. No hospital, a mãe de Marisa ficou sabendo de tudo. Muito abalada, sentiu a desconfiança da filha, que não contou nada à família.

Marisa se recuperou e continuou o seu namoro com Léo por mais uns 04 meses, quando enfim, conseguiu se libertar.

Pena que ela tenha esperado tanto tempo pra tomar essa decisão.

Lúcia e Sandra ainda hoje se lembram da história e choram ao pensar na criança que teria, se estivesse viva, 02 anos.




segunda-feira, 10 de março de 2008

Namoro à Distância - Pode dar certo?


Nanda e Dudu se conheceram em 1º de fevereiro de 2007.
Dizem que encontros marcados não certo, mas ao contrário disso, Nanda foi apresentada a ele por uma amiga, namorada do melhor amigo dele.


Conversaram e ficaram - no primeiro dia.
Na mesma semana, saíram para um passeio de namoradinhos, foram visitar o zoológico.


Dia 07 de fevereiro, aniversário de Fernanda, Eduardo foi apresentado à família dela, mas não como namorado.. Nem como amigo também. Um meio-termo, sabe?

Fevereiro, lembra? Carnaval! Agora, início de namoro e carnaval em Salvador, combinam? Eduardo viajou pra Minas Gerais, foi ficar com a família. Nanda curtiu aqui seus últimos dias de solteira.

Depois do carnaval (considerada por alguns a festa destruidora de relações!) o namoro começou a embalar. A cumplicidade e o carinho entre os dois eram tão fortes, que não teve jeito, era namoro mesmo!

Ficar com Dudu era tão bommmm!!! Eles se entendiam muito bem.

Mas como nem tudo é perfeito...Os dois tiveram que se separar. Ele, que trabalha numa empresa com sede em São Paulo, foi transferido. (Nanda soube do fato na véspera da viagem de despedida).

Com três meses de namoro, tão no comecinho, será que é fácil suportar a distância e encarar um namoro, assim, de tão longe?

Ele foi sabendo que voltaria em quatro meses. Diante disso, resolveram continuar, até porque, eles já se gostavam o suficiente pra encarar essa dificuldade.
Os primeiros meses foram bem difíceis, contando o tempo pra que setembro chegasse e Dudu viesse pra Bahia de vez.

Setembro chegou! Mas Dudu, não veio. Na verdade, a tranferência que sairia em quatro meses talvez nem saia...
Manter um namoro pelo telefone e msn não deve ser lá muito fácil. Os dois se vêem a cada dois meses, se falam todos os dias, saem com os amigos (todas as saídas previamente comunicadas - com quem, onde, etc.)

Saudade? Nanda chora muito à noite. Fica deprê, perde a vontade de sair com os amigos, de ir à praia, coisas que ela sempre fez. Sem falar na TPM, que consegue piorar qualquer quadro de tristeza!

A confiança e o respeito são mútuos. Lógico que como quem ama, cuida, Nanda está atenta à vida de Dudu. Fuçada no orkut - diariamente. Qualquer fato novo deve ser relatado nos mínimos detalhes pra evitar brigas. (Brigam pouco, os pombinhos!)

Há uma chance da transferência sair em agosto. Nanda quer muito que ele volte, primeiro por causa da saudade e depois, porque ele precisa de um estímulo para estudar, cuidar mais deles dois e pensar no futuro. (futuro=casamento!)

Lado bom de namorar à distância? Fernanda não vê nenhum. Mesmo ouvindo dizer que evita a rotina, que sentir saudade é bom, ela não concorda.

Talvez essa viagem tenha servido pra ela ter certeza dos seus sentimentos com Dudu, mas conta os dias pra que ele volte...

E respondendo a pergunta-título, namoro à distância pode dar certo, sim! Nesse caso, já deu!

domingo, 9 de março de 2008

Domingo


Eles mentem demais ou elas desconfiam de menos?

Até que ponto acreditar ainda vale à pena?

E o amor, existe mesmo? É para todos ou escolhe alguns?

Ainda tem o destino...Que poder ele tem de conduzir a nossa vida? E as escolhas que fazemos, fazem parte do destino?

Não existe homem fiel. Será?

As mulheres são mais fiéis do que os homens. Verdade?

Ele fala a mesma coisa para todas. Bem provável.

Ah, pensei nisso hoje: Um pé-na-bunda, tipo daqueles bem dados, sempre te empurra, PRA FRENTE!

E quando você tem alguém e mesmo assim se sente só?

E quando ele gosta mais do que você?

Você é apaixonada, mas ele não ta nem ai.

E as desculpas? A de que não viu você ligar pra o celular dele: Impossível! Amo a tecnologia!!

E quando você finalmente encontra ELE?

E quando ELE vale todos os fins da sua noite e os inícios dos seus dias?

E quando você ri à toa e quer falar nele o tempo todo: pra sua mãe, suas amigas, seus vizinhos ou quem esteja disposto a ouvir?

Em menos de um mês você pensa em casar?

Imagina que nome terão os herdeiros.

Se vê vestida de noiva.

E quando o beijo é tão, tão maravilhoso...? Sem falar no resto :)

Ai, ai.. Estava aqui, só cogitando.

Uma ótima semana,

Beijo grande!

sábado, 8 de março de 2008

Sara e ... Quem diria!

Sara tem 09 anos. Mora com a mãe, o pai e a irmã em um sítio localizado entre as cidades de Cachoeira e Santo Amaro, Bahia. Seu pai é dono de um bar que fica dentro do sítio mesmo, onde as pessoas da redondeza se encontram para beber, conversar e jogar sinuca.
Ângelo é cliente do bar, tem 30 anos. Mora em Salvador, mas a sua família tem um sítio próximo ao da família de Sara. Ele viaja geralmente duas vezes por mês e sempre que chega lá, vai ao bar reencontrar os amigos.

Sara vive uma vida normal pras meninas do interior. Ajuda nos afazeres de casa, estuda, brinca, é uma criança tranqüila e feliz. Depois que cresce um pouco, precisa se mudar para a cidade de Santo Amaro, porque no sítio ela não tem como completar os estudos. E é isso que acontece. Sara passa então a ver a família nos fins de semana e nas férias, ficando com uma tia durante os dias de aula.

Ângelo continua a freqüentar o bar do pai de Sara. Agora, nos fins de semana, ela é a sua parceira no jogo sinuca. Continua ajudando a mãe nos trabalhos de casa e estudando também. Aos 16 anos começa a namorar com Júlio, seu primo. Lá em Santo Amaro ela teve até alguns paqueras, mas nada sério, namoro mesmo, foi com Júlio. A família apoiou, já que eles eram primos e Júlio era conhecido do seu pai.

Como assim, namorando? E com um primo? É um absurdo! Isso foi o que pensou Ângelo, que até o momento tinha Sara como conhecida. Ele era muito amigo da família, já que freqüentava o bar há muitos anos, mas nada além disso. E Sara pelo visto estava apaixonada por Júlio. Cheiro de triângulo amoroso...

Não, se depender de Sara. Apaixonada, ela nem se dá conta de que Ângelo, quase 22 anos mais velho do que ela, não está gostando nada dessa história de namoro. E é ai que ele começa a investir todas as fichas. Ah, falando em triângulo, tinha alguém querendo entrar na história. Uma tia de Sara, interessada em Ângelo, acabou anunciando um noivado que nem existiu... Tudo porque ela já tinha percebido o que estava acontecendo e tinha os seus motivos pra deixar Ângelo bem enfurecido.

Ela conseguiu. Sabendo do noivado, que nunca aconteceu, Ângelo ligou de Salvador para Sara querendo marcar um encontro. Nesse tempo, Júlio conseguiu um emprego fora da cidade, longe... No início, a distância não era problema, mas com o tempo, Sara começou a sentir a ausência do namorado, que ligava cada vez menos, tudo por causa do excesso de trabalho – era o que ele dizia.

Enquanto Júlio estava longe, Ângelo cercava o terreno, sempre tentando se aproximar de Sara, que ainda não via sentido nenhum naquela história toda.

Foi ai que um dia, Ângelo apareceu no bar pra jogar sinuca. Sara estava arrumando a casa e se preparando pra encontrar Júlio, que viria da cidade à noite. Na falta do salão de beleza os cuidados eram caseiros... Bobes (imensos) nos cabelos, máscaras de frutas no rosto e tudo que se tem direito para uma produção perfeita. Ângelo avisa ao amigo que quer falar com sua filha e ele o manda entrar, chamando Sara pra vir receber a visita.

Pensaram na cena dos Bobes (imensos) no cabelo e da máscara de fruta no rosto? Pronto. Dessa forma, Sara entrou na sala e recebeu Ângelo, que apaixonadamente, lhe pediu em CASAMENTO!!!!!

A reação de Sara? Como você, ela pensou que o homem era louco. Primeiro, porque a diferença de idade entre eles era gritante, (lembre o início da história – Ela tinha 09 anos e ele 30 – agora, faça as contas!) segundo, ela tinha namorado e era apaixonada por ele, mesmo com toda a distância que os separavam.

Ângelo foi dispensado sem resposta, porque Sara voltou pra o quarto e foi cuidar de se arrumar.

Decepcionado, só lhe restou beber no bar do seu... futuro sogro? Bebeu e foi-se embora ao ver Sara saindo toda arrumada e formosa com Júlio.

Um bom motivo pra desistir dessa história. Ângelo voltou pra Salvador e continuou levando a vida de sempre, trabalhando e indo ao sítio sempre que podia. Mas não conseguia tirar Sara da cabeça. Dizem que homem, quando gosta, é mais intenso do que a mulher... Vai saber!

O investimento continuou. Sara, cada dia mais carente com a ausência de Júlio, não agüentou mais a distância e resolveu terminar. Mas não se anime, porque Ângelo nem passa pela cabecinha da menina. O que ela quer mesmo é continuar a estudar e pronto. Nada de namoro por um bom tempo.

Mas Ângelo, experiente.. Não desiste. E no dia 12 de junho, dia dos namorados, olha ele lá!!! Ah, mas antes disso, Júlio resolveu aparecer. Ai, confusão! Levou um relógio de presente pra Sara e pediu pra reatar o namoro.. Tadinho, que triste ele estava! Mas Sara não queria nem aceitar o presente – mas aceitou – só não quis mesmo voltar a namorar à distância. Pronto, caminho livre para o bravo Ângelo, que não desistiu de sua amada.

Lá foi ele, com um presente na mão – outro- (menina nada sortuda essa) para o sítio de Sara. Renovou a sua declaração de amor (com um presente na mão, às vezes as coisas ficam mais fáceis. Às vezes!) e Sara, dessa vez, aceitou conversar com o seu novo pretendente.

Foram para o sítio dele, passear, olhar as estrelas, a lua e o que mais tivesse no céu para distrair aquela conversa. Nesse clima de romance do interior, aconteceu o primeiro beijo de Sara e Ângelo. O primeiro e o último – pelo menos daquela noite.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Pra começar

Casos - de amor?!

Falar de amor, ou sobre o amor, melhor dizendo, não é fácil. Os poetas, compositores, psicólogos, entre tantos outros, têm o seu jeito de expressar através das palavras o que entendem por amor.
Eu - que não me encaixo em nenhuma das categorias acima - pensei em escrever também sobre o amor. Esse sentimento que confundimos, às vezes, com tantos outros... Há quem diga saber diferenciar o amor da paixão, da obsessão, do ódio, do ciúme. Outros se preocupam apenas em viver esse sentimento da forma mais intensa possível.

O blog SÓ PARA MULHERES surgiu com o objetivo de expor algumas histórias -todas verídicas- sobre o que chamamos de amor. No início falaremos principalmente da relação homem/mulher, que se torna cada dia mais difícil de entender.

Os fatos relatados aqui têm como prioridade expressar a verdade, porém, todos os nomes serão substituídos, como forma de evitar uma maior exposição das pessoas envolvidas nos casos contados.

Ah, os homens são bem-vindos, na leitura e nos comentários, mas o foco dos nossos textos está na visão feminina da relação, até porque, eu transcreverei relatos de mulheres, amigas e confidentes, que me autorizaram a blogar as suas histórias de amor.

Espero ajudar de alguma forma ou quem sabe, pelo menos distrair você nessas leituras, leves na escrita, mas cheias de sentimento no seu contexto.

Esse espaço é nosso!

Um beijo grande,